Mostrar mensagens com a etiqueta Integralidade do Ser. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Integralidade do Ser. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de abril de 2019

PERDAS



Perdas – Parte I

“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre”
Miguel Sousa Tavares


Apenas “perdemos” algo, quando ainda prevalecemos em “ Maya”, ou seja, no sistema ilusório de que algo nos pertence.
Sabemos ser esta a grande falácia, um sistema criado e alimentado de forma a que a humanidade se mantenha na ilusão da individualidade e da separatividade.
Existe uma outra motivação não menos importante, que são as emoções ligadas ao que sentimos como perdas.
Pela assimilação e interiorização destes dois pontos, aumentamos ainda mais, aquele que é o grande e único “problema” da humanidade, o medo.
Ainda que não reconhecido como tal, mas é o medo que nos leva ao estágio do sofrimento pelo que pensamos serem perdas.
O medo limita o discernimento, e continua a ser o meio mais usado para a exploração do homem, pelo próprio homem.
As perdas materiais, daquilo que julgamos ser nosso, é um dos grandes engodos que projectam nos seres humanos a sombra do desespero pelo medo que sentem das modificações e transformações que essas “perdas” possam vir a ocasionar nas suas vidas.
Estas alterações de vida, são por norma, os grandes propulsores de descobertas de novos talentos e formas de ser, que trazem á vida das pessoas uma maior harmonia e completude no trabalho, e nas demais vertentes do ser.
Cabe aqui a transmissão duma certeza plena:
- Somos Seres em evolução, cujo percurso d`Alma é o da ascensão, como tal, toda vivência de situações novas e diferentes do percurso de vida é sempre para o nosso Bem Supremo.
O Bem Supremo de um Ser é composto pelas metas alcançadas, caminhos percorridos, expansão de consciência, auto-conhecimento, que vamos acumulando ao longo das nossas vidas visando a meta final, ou seja, a conclusão da missão redentora que nos propusemos através do ciclo reencarnatório.
É pela mudança, e esta é tanto ou mais radical conforme a postura dos envolvidos na mesma, que aprendemos a ver sob o prisma correcto, e não aquele, em que por norma aferimos tudo e todos ao longo da vida, e que é o factor “poder económico”.
Esta característica está tão entranhada na humanidade, a começar pelas cúpulas das religiões, que com um simples olhar ao aspecto exterior de um ser, atrevemo-nos a avaliá-lo, julgá-lo, carimbá-lo, e colocá-lo na prateleira corresponde da nossa estante de preconceitos, paupérrima de sabedoria, mas riquíssima de arrogância.


( Amados Seres…… Flexibilidade, respeito, compaixão, amor incondicional, igualdade, fraternidade, são a fórmula alquímica da transmutação do pó, em Pó de Ouro. Que ao término de cada vida, a vossa essência ultrapasse o brilho das estrelas, seja a mais sublime música das esferas, readquira a sua identidade natural, ou seja, A da Face de Deus )


Perdas – Parte II


Dentro do sistema que criamos e que sentimos como perdas, mais ainda que as materiais, são as “ perdas “ pessoais ou sentimentais, que acarretam ainda um maior sofrimento, sendo causa comum de profundos distúrbios emocionais.
- Separações / Perdas por morte -
Nas situações de separação por morte, e quando as pessoas não estão preparadas para essa viagem e nem auferem dos mais básicos conhecimentos sobre o processo de desencarne, as consequências desse sofrimento podem ser devastadoras. Quer para os vivos de cá, quer para os vivos de lá….
Reitera-se assim a necessidade premente de que a formação referente ao ciclo da vida/morte/vida, faça parte do ensino académico, seja tema de estudo e reflexão em grupos de trabalho, seja conversa natural entre famílias.
Pois a “morte” é apenas um início, não um fim, é o culminar de um ciclo de renovação.
Assim, o sentimento de “perda” nestas situações pode ser atenuado pelos conhecimentos. Mais ainda pela compreensão da impermanência inerente á nossa condição humana, e principalmente pelo empenho de cada pessoa em trabalhar o desapego.
- Separações / Perdas sentimentais -
É também pelo desapego, ou melhor, pela falta dele, que a maior parte dos seres humanos vivenciam em desarmonia os seus relacionamentos sentimentais.
A causa primária quer das desavenças enquanto unidos, quer das várias emoções decorrentes das separações é sempre o apego.
Lembro que apego não deve ser confundido com amor ou afecto.
Como explanado por diversas vezes noutras entregas, o apego é composto por uma, ou várias dependências.
Estas, ao serem suprimidas pelo corte no relacionamento levam ao já tão falado sofrimento pelo sentimento de perda, que mais não é que o período de carência próprio a todas as dependências.
Queridos Amigos, vivemos tempos de profundas mudanças em que a cada ser lhe é dada a oportunidade do crescimento individual dentro do colectivo. Ou seja, mantendo a interacção constante de postura fraterna, é no entanto através da expansão da consciência que cada um se integra na unicidade do Todo.
Vivemos tempos do largar as “muletas”, porque estas, baseiam-se na desresponsabilização.
Por séculos entregamos a nossa responsabilidade individual a outros que supostamente geriam a nossa faceta espiritual.
Sem uma compreensão integrada, os homens seguiam as normas ditadas por outros homens, e que pela sujeição do medo, se deixaram conduzir.
É chegado o tempo do despertar, do reencontro de cada um com a sua essência divina, da descoberta do sentido da vida.
Do perceber realmente o significado das Leis Cósmicas, e de que estas, são o mapa do Caminho.
Muito mais que não beliscar a Lei, esta, deve ser assimilada, aprimorada, sublimada pela elevação do padrão de consciência que o trabalho espiritual proporciona a cada Ser.
São estas, algumas das facetas que pelo trabalho nos guindam ao patamar de compreensão onde o sofrimento se dilui, dando lugar ao sentimento supremo do Universo, que é a Gratidão.


- Gratidão pelo caminho percorrido
- Gratidão pelas experiências vividas
- Gratidão pelo término das mesmas
- Gratidão pelas demais experiências que nos esperam
- Gratidão a todos os demais personagens que connosco compõem a obra-prima da nossa vida
- Gratidão pela lucidez e a compreensão de tudo o que foi dito, sentido, e vivenciado.




Abraço Cósmico
Maria Adelina

segunda-feira, 25 de março de 2019

Extensões de nós mesmos



Somos todos umas extensões de nós mesmos, literalmente. 

Como se o Cosmos fosse um colossal e inimaginável instrumento musical e cada um de nós, um som de escala, dessa escala de sons emitidos.

Nessa escala cada um de nós, relacionados como as notas de uma escala sobre uma melodia. 

Todos facetas imanentes de nós próprios, complementares, envolvidos no mesmo vislumbre momentâneo da melodia Universal.

Como é que uma nota de escala se poderá relacionar, fora da melodia da sucessão de notas que a compõe?

Porque há-de o Humano esquecer que tem à sua mercê o que pediu, todas as notas da sua melodia…, as pessoas, os seres e os eventos que cruzam consigo diariamente a mando do Cosmos, em seu serviço.

Como querer estar noutro lugar?

Como recusar o Pão Nosso de Cada Dia? - Se em cada pedaço de tudo que me acontece está o que pedi. Porquê virar as costas e perder o olhar no horizonte, quando a mesa está posta?

Todas as alegrias, contrariedades, festejos e dores necessárias, para ti te foram ofertadas, para pleno desfruto.
Tudo para o teu crescer. Que esperas? 

Achas que por voares para longe, vais deixar os teus fantasmas para trás? 

Não vês que tudo que tu és, por amor de teu Pai por ti, levas contigo para onde fores. 

É que tal relaxares e entregares a tua Alma aos gozos que o teu Pai te preparou. 

E que tal seres o tal filho pródigo, com a imensa capacidade Universal de amar tudo que a vida te dá manifestado e não manifestado...

Autor: Filipe Amorim

http://arrepiodaalma.blogspot.com/

sábado, 16 de março de 2019

Pontes , Pontes, Pontes…


(Para a parcela de Deus em Nós)

As pontes que perduram são aquelas que ampliam os horizontes, cujos traços são as marcas que em nós deixaram, as boas ou as menos boas, mas todas necessárias à consolidação das fundações da nossa obra, a vida.
Algumas são pontes futuras das quais somos pedra basilar, e que provavelmente já não iremos atravessar, mas que iluminaremos com risos de lua e raios de sol.
E há ainda aquelas em cujas pedras desgastadas por passos seculares o nosso coração palpita renascido em cada travessia envolto nas límpidas cores que o Céu alberga, em nós.

Gratidão a todas as Pontes, de todas as vidas.

A.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

As ferramentas físicas do ReiKi - As nossas Mãos - precioso texto sobre a maravilha que são, e as maravilhas que podemos criar com as nossas mãos




A Mão 

Tudo  passa e se transmite pelas mãos e, em tudo o que tocais, deixais sinais que só vós podeis imprimir.
O facto de se poder descobrir a identidade de uma pessoa através das impressões digitais e de não existirem na humanidade inteira duas impressões idênticas prova bem que a mão é capaz de exprimir o carácter único de um ser.
Tudo aquilo que passa pelas vossas mãos, os vossos fluidos, as vossas emanações, contém a quinta-essência do vosso ser.
Um verdadeiro médium, um verdadeiro clarividente, pode, a partir de um objecto em que vós tocastes, conhecer as vossas qualidades, os vossos defeitos, o vosso estado de saúde e os acontecimentos da vossa vida actual e da vossa vida passada.
Vós deixais, pois, impressões em todos os objectos em que tocais.
Quando ofereceis um objecto a alguém, com esse objecto estais a dar algo de vós mesmos e, se não viverdes convenientemente, ele transmitirá as ondas negativas que lá introduzistes.
Mesmo que esse presente seja um objecto magnífico e muito caro, não fará qualquer bem a quem o ofereceis, pois não basta desejar dar prazer a alguém para lhe fazer bem. Para fazer o bem é necessário que não só o coração, mas também o intelecto e o corpo físico, através das suas emanações puras e luminosas, realizem esse bem. De outro modo, ofereceis algo que será um pouco bom mas que estará envolto em miasmas.
As nossas mãos são como antenas que têm a possibilidade de atrair e receber as correntes de energia do oceano cósmico em que estamos mergulhados. E se captamos tão fracamente estas correntes é porque a nossa consciência está ausente ou adormecida.
Os que são assistidos pelo Espírito Santo são aqueles que sabem utilizar as suas mãos para receber forças ou para as projectar, para as reter ou as orientar, para as ampliar ou as diminuir.
Está escrito no Antigo Testamento que, quando Moisés erguia a mão durante as batalhas, o seu povo obtinha a vitória.
Moisés conhecia os poderes da mão; ele projectava forças e atraía entidades que vinham em auxílio dos guerreiros; e quando a batalha se prolongava e ele começava a estar cansado, vinham homens suster-lhe o braço.
Se é possível utilizar o poder da mão para as hostilidades, porque não se há-de utilizá-lo para criar o amor e a harmonia?
Quando virdes seres a massacrar-se uns aos outros, erguei a vossa mão e eles largarão as armas para se abraçar. Não quererão continuar a lutar, pois receberão as ondas benéficas que vós lhes enviais.
Aquele que sabe  como estender a mão para receber forças e projectá-las sobre ele próprio e sobre os outros para equilibrar, limpar, curar, animar, torna-se um filho de Deus.
A importância da mão evidencia-se particularmente na vida quotidiana porque ela serve de meio de comunicação entre os seres.
O que fazem as pessoas quando se encontram ou se despedem?
Erguem o braço para enviar uma saudação ou então apertam as mãos.
É por isso que é necessário estar particularmente vigilante em relação ao que se dá com a mão.
As pessoas saúdam-se para fazer bem umas às outras, para dar mutuamente algo.
Aquele que não sabe dar nada mostra quão pobre e miserável é.
Evidentemente, para muitos  um aperto de mão ou uma saudação com a mão são apenas sinais convencionais e, sendo assim, mais vale que se abstenham de os fazer.
Se as pessoas se saudarem maquinalmente permanecendo distantes, fechadas, é inútil fazerem-no. Mas para aqueles que têm a consciência desperta é um gesto extraordinariamente significativo e actuante, pelo qual podem encorajar, consolar e vivificar as criaturas e dar-lhes muito amor.
Uma saudação tem de ser uma verdadeira comunhão, tem de ser poderosa, harmoniosa, viva.
Mas a mão não é apenas um meio de entrar em relação com os seres humanos, é-o também para entrar em relação com a Natureza.
Quando um verdadeiro Ser abre a sua porta, pela manhã, saúda toda a Natureza, as árvores, o céu, o sol... Ergue a mão e diz bom dia, ao dia e a toda a Criação.
Perguntareis para que é que isso serve...
Pois bem, fica-se imediatamente ligado à fonte da vida.
Sim, porque a Natureza responde-vos.
Quando me aproximo de um lago, de uma montanha, de uma floresta, saúdo-os e falo-lhes.
E quantas vezes, pela manhã, quando saio para o meu jardim, saúdo toda a Natureza e os anjos dos quatro elementos - os anjos do ar, da terra, da água e do fogo - e até os gnomos, as ondinas, os silfos, as salamandras. Então, é vê-los cantando, dançando, muito contentes. E às árvores, às pedras, ao vento, digo também: «Olá! Olá!»
Experimentai, fazei isso vós também, e sentireis que interiormente algo se equilibra, se harmoniza, e muitas obscuridades e incompreensões abandonar-vos-ão apenas porque decidistes saudar a Natureza viva e as criaturas que nela habitam.
No dia em que souberdes manter ligações vivas com toda a Natureza sentireis a verdadeira vida penetrar em vós.
A mão é um instrumento mágico.
Tudo o que os humanos fazem de momento com ela não é nada em comparação com o que poderiam fazer.
Foi através das mãos que o homem adquiriu tudo o que possui e todo o seu futuro está ainda nas suas mãos.
A mão é um ser vivo, tem o seu cérebro, o seu sistema nervoso, o seu estômago. Do mesmo modo que o Universo se reflecte nos diversos órgãos do nosso corpo, os órgãos do nosso corpo reflectem-se na nossa mão.
A mão tem, em relação ao nosso corpo, exactamente as mesmas relações que este tem com o Universo.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A Importância da Coluna Vertebral na Jornada Espiritual, em especial o osso Sacro (sagrado)




“Assim, a coluna vertebral é uma dimensão de você, que determina em qual direcção você vai. Como sua coluna está funcionando; como as energias em sua coluna estão funcionando agora, determina quase tudo sobre onde você vai.“ Sadhguru


Sede dos principais meridianos de energia, chakras e neurónios, a medula espinhal define a qualidade de nossas vidas. No ventre de uma mãe, a coluna vertebral é a primeira coisa que é formada e, em seguida, o corpo, pernas etc. Cria raízes.
De um ponto de vista físico, a coluna vertebral é um importante canal para todos os estímulos corporais que são transferidas através dos nervos para o cérebro. É parte de nosso sistema nervoso central, juntamente com o cérebro. Mas também em um nível espiritual, a coluna vertebral é a fonte de toda a nossa energia. É onde se encontram os três principais canais de energia ou nadis em nosso corpo.
A partir da base da coluna, os nadis Ida e Pingala movem-se em espiral como a hélice de DNA, cruzando cada chakra ou portal de energia. O terceiro nadi, Sushumna é o canal central de energia no corpo humano, que vai da base da coluna até o alto da cabeça e transporta a energia Kundalini, a força primordial evolutiva em seu interior.
Os sete chakras principais, por outro lado, estão localizados na intersecção da Ida, Pingala e Sushumna. Esses chakras são mais responsáveis de como nosso relacionamento com nós mesmos, com os outros, define o nosso crescimento espiritual, a nossa natureza, pensamentos e assim por diante.
O Spine é referido como Meru Danda, em sânscrito, onde Meru também significa a montanha sagrada Meru da mitologia hindu, que foi considerado o eixo da Terra tendo todo um sistema solar girando em torno dele. Em outras palavras, a coluna vertebral é o eixo para o corpo humano, que atua como um elo de ligação entre a terra e o céu.
De acordo com a mitologia hindu, uma vez deuses e demónios quiseram extrair o néctar da imortalidade ou “amrita ‘e assim eles se juntaram perto do Monte Meru e começou a puxar a serpente enrolada em torno do Monte Meru para a frente e para trás. Assim, agitando o oceano da vida para trazer à tona o néctar da imortalidade. De acordo com os Vedas nossa coluna é como o Monte Meru e quando estimulada, o néctar da imortalidade e da bem-aventurança, em termos de uma vida livre de doenças e feliz, pode ser extraído.
A coluna tem cinco partes diferentes, cervical, torácica, lombar, sacro e cóccix,  e o mais significativo é o sacro. Situa-se na base da coluna vertebral e une as metades superior e inferior do corpo. Judith Harris em seu livro, ‘Jung e yoga: A conexão corpo psique’, disse: ”O centro de gravidade está localizado na parte superior do sacro, o que faz do sacro o ponto focal de nossa relação com o chão, com o corpo, e com a nossa realidade humana.”
“À medida que a gravidade passa através de nosso corpo da cabeça até os joelhos e os pés, o sacro atua como um centro crucial para o fluxo de energia em direcções opostas. Harris acrescentou: “A gravidade vai puxar os pés para o chão, dando-nos a âncora que precisamos para viver no mundo” é ainda “contrabalançado pela tendência das coisas vivas de se expandirem e crescerem para cima em direcção ao sol.
” Em Hatha yoga, sacro é considerado um osso sagrado, porque literalmente liga a metade inferior do nosso corpo à metade superior. Ele é visto como um ponto de transformação, onde a união do superior e do inferior, do acima e do abaixo, do divino e do humano ocorre.
O facto da maioria de nós estar sofrendo de dor lombar é por negligenciar esta área e por estarmos desconectados do centro de nós mesmos. Aqui está uma meditação simples para manter sua coluna saudável e livre de bloqueios com uma saudável ligação e transmissão dos neurónios.
A meditação também nos obriga a manter a nossa coluna recta e alinhada com a cabeça e o pescoço, para experimentar as metas estabelecidas no início de uma meditação. Portanto, assegurar uma postura adequada para o fluxo ininterrupto do Prana em nosso corpo é uma obrigação.

Sonali Bansal


Texto extraído do site Afinidades Espirituais, via Carlos Alberto  Aragão

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

“Este é o primeiro dia do resto das nossas vidas”










 “Este é o primeiro dia do resto das nossas vidas”


Somos o que acreditamos ser, acreditemos no Ser que Somos.

Pela via da sementeira dos actos dia-a-dia, desintegremos o falso conceito de amor que preenche os relacionamentos de todos os tipos, a permissividade, o apego adicto, o abuso e o deixar-se abusar, o comodismo e o conformismo paralisante.

- AMOR é: a redescoberta do conceito de fraternidade, verídica, plena e abrangente a todos os seres que connosco partilham este espaço/tempo

-AMOR é: a coragem e a entrega à missão de se ser pais e de ensinar os filhos, não pelo castigo mas pelo exemplo constante.

- AMOR é: percebermos que “missão” significa serviço ( não subserviência) em todas as vertentes da nossa vida,  criativo, amoroso, sendo este a semente e o fruto da razão da nossa existência neste plano

-AMOR é: a resistência pacífica mas firme em prol de causas sociais e humanitárias que o coração desperto aponta, todas, e não apenas aquelas que afectam os nossos interesses pessoais

-AMOR é: amar-se a si mesmo, e que a expressão desse amor seja o estudo, a interiorização, a compaixão, a transcendência do ser que se é, para se poder ser, o SER que fomos destinados a SER


Maria Adelina


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Sacerdócio




Sacerdócio (do latim sacer, que significa "sagrado" e dos, dotis "dom"), palavra respeitada, incompreendida, admirada, esquecida e até temida, merece, de todos nós, uma nova e profunda leitura, pois todos estamos a ser chamados...ao sacerdócio.
O conceito do sacerdócio é comum a todas as religiões, no entanto, não é exclusivo das mesmas...  É chegado o tempo, que se cumpra de forma integral.
- A cada ser o seu dom
- Em todos, a sacralidade inerente à nossa génese divina
- A finalidade, a interdependência construtiva 
- A meta, a supremacia do altruísmo natural
“Dá de ti, pois é dando que se recebe”  S.Francisco de Assis
“Sê a mudança que queres ver no mundo” Mahatma Ghandi


Aos sacerdotes e sacerdotisas de todos os tempos.

A.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2019 Ano de Regeneração



Fazendo uso da regra de Aristóteles “Cada um receberá em conformidade com seus méritos ou necessidades”, esta afirmação aparentemente simples, é na realidade a promessa celeste de que cada um recebe a cada momento as alfaias devidas, não para sua autocomplacência, mas para sua regeneração.

“Cuidado com o que pedes, pode ser-te concedido”, por vezes, o que parecem ser respostas a desejos e almejos, são ferramentas probatórias, códigos, que apenas a consciência superior pode decifrar. Nunca uma benesse divina servirá de “prémio” ao desejo do ser. Estas, têm como meta o plus–ultra do ego, na reposição da harmonia entre as almas envolvidas. Porque toda alma faz parte de um grupo, de uma família de almas, onde cada uma é, o suporte ascensional das outras.

Quantas vezes fazem-se vivências simultâneas, nas mais variadas frequências vibratórias. O ser holístico absorve do subconsciente (Akasha) a radiação predominante que vai impregnando os diversos corpos dimensionais.
Aquilo a que é dado chamar de expansão ou maturidade consciencial, nada mais é que fazer uso dos três Tês:

-Transferir – de forma gradual o acervo para o plano do mental superior
-Transmutar – reconhecer, trabalhar e curar as feridas da alma
-Transcender – para o plano búdico ou espiritual (o ser regenerado, renascido)

A receita que permite a transcendência deste estágio é a simplicidade. É o despir todas as capas e máscaras, formadas pelo orgulho, preconceito, complexos, insegurança, medo. É o permitir a emersão da criança interior, doce e purificada, e tal como proclamou o Mestre, “nascer de novo, da Água e do Espírito”

Maria Adelina

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Procura-se



À procura da (nossa) Essência


Esta é a procura incessante e contínua, busca inconsciente da própria essência, comum a todos os Seres.

Como pássaros errantes vamos procurando o que não se encontra em lado nenhum além de nós, e daquilo que somos. Então, munidos de querer, vamos desenhar o mapa de um novo amanhecer.

- Na força positiva da nossa palavra
- Pela alegria do nosso sorriso
- Pelo altruísmo verídico
- Na generosidade da partilha
- Na libertação de  (manipulação, medo, estigmas)
- No amor que não prende e que apenas irradia

Como num mar sem horizonte, quantos se perdem na busca inglória de arranjarem tempo, de terem condições para encontrar Deus, sem perceberem, que são alimento, exemplo, força, trilho seguro, onde outros barquinhos aprendem a navegar.

Tenhamos confiança plena, que estamos no lugar certo, na hora certa, com as ferramentas certas, para a concretização de mais um etapa da corrida de estafetas, onde  a amorosa passagem do testemunho, no ser, doar, estar… é Ser espelho reflector dessa luz interior que nada pode conspurcar…deixemo-la brilhar!

E em segredo, só para nós…enquanto nos cansamos e extraviamos, buscando Deus fora de nós, é Ele, que amorosa e pacientemente aguarda que abramos a porta do coração onde Ele possa, de novo, erguer o Seu bastião, fundar o Seu reino, do qual, nunca abriu mão…


A.

Aos meus Guias, desta, e doutras dimensões, a mais profunda gratidão.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Eu quero saber...




Eu quero saber...

Não me interessa o que você faz para viver, eu quero saber o que de facto você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.
Não me interessa a tua idade.
Eu quero saber se você será capaz de se transformar num tolo
para poder amar, viver os seus sonhos, aventurar-se de estar vivo.
Não me interessa qual o planeta que está em quadrante com a tua lua.
Eu quero saber se você tocou o centro da tua própria tristeza, e se você tem sido exposto pelas traições da vida ou se você tem se contorcido e se fechado com medo da própria dor.
Eu quero saber se você é capaz de ficar com a alegria, a minha e a sua.
Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase te envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos, e sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas ou nos lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.
Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo.
Se você é capaz de escutar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.
Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.
Eu quero saber se você pode ver a beleza, mesmo quando o dia não está belo, e se você pode conectar a sua vida através da presença de Deus.
Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os teus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da lua, "SIM"
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro você ganha, eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e machucado até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.
Não me interessa o que você é, ou como você chegou aqui.
Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.
Não me interessa onde, o quê ou com quem você estudou.
Eu quero saber o que te sustenta interiormente quando tudo o mais desabou.
Eu quero saber se você é capaz de ficar bem consigo mesmo, e se você realmente é boa companhia para si mesmo nos momentos vazios.

Oriah Mountain Dreamer


(Gentileza de Carlos Aragão)

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Escolhas - Escolhas - Escolhas...





Estimados Colegas e Amigos, tenho sido questionada devido a que nos últimos meses tem surgido em diversas formas a palavra "escolhas". 
Oxalá este texto esclareça um pouco a intenção do conceito

Os Daimons ( Génios)

A cada dia se estreitam os muros que ladeiam as nossas sendas. Este “apertar” tem como função conduzir-nos à veracidade em todos os aspectos do nosso ser.
Entre os vários estágios das almas:
- Jovem / Polarizada
- Adulta / Transição
- Velha / Sábia /Unificada
Todos os estágios têm como companheiros de viagem os daimons, extensões das nossas vivências mais marcantes, entidades auto recriadas, polarizadas em si mesmas que se expressam em conformidade com o nível de consciência do ser (são, o que popularmente se chama as vozinhas da nossa mente).
Podem ser também, o que em algumas filosofias é designado como “falsos guias”, dado que a sua razão existencial é a de agradar e proteger, subvertendo a análise consciencial.
Nestes tempos de grande exigência nos níveis internos, as almas são confrontadas com uma intensa presença dos seus génios, dispostos para a batalha de defender os seus “amos”…Tal como o génio da lâmpada de Aladino, estes não se importam com as consequências das nossas acções, apenas desejam agradar-nos.
A esfera de actuação dos génios, está aquém do nosso EU, da chispa divina, do Anjo Solar, que cada um de nós é, em si mesmo.
O poder que lhes atribuímos, é ainda multiplicado pelas várias personalidades (cada uma com os seus génios) que muitos seres assumem na sua vida. Daí a importância da veracidade nas nossas vidas, do permitirmo-nos a emersão do verdadeiro ser que somos.
São estes também os tempos em que muitos devem fazer escolhas do caminho a seguir, já não podemos estar em cima do muro, numa neutralidade segura, mas estéril…Cada pequena atitude de nossa parte influencia as outras pessoas, tudo ao nosso redor, e até outros planos, contribuindo, ou não, para a unificação dos mundos e restaurando, ou não, a unidade universal.
Sabemos que somos ferramentas ao serviço da consciência cósmica e que por interacção, promovemos o crescimento dos que estão mais próximos de nós. Assim devemos cultivar a capacidade de distinguir as nossas acções reactivas (normalmente emitidas pelos nossos génios), da nossa própria essência de luz, do nosso EU. Pois a genialidade é feita de luz mas também de escuridão.
Amigos, está na hora de acedermos ao cristal perfeito, sem alcavalas, sem atalhos. A meta é a sede do espírito, o nosso coração, cujo caminho, só pode ser percorrido em veracidade.
Ser transparente (trans–aparência), pois somos uma só nota, de um instrumento único, que é o nosso Espírito (Consciência Superior) e que só na mais pura verdade poderá ressoar, em harmonia, na pauta universal.


A.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Alguém me questionou sobre "Amizade"





Não é fácil falar de amizade, sobretudo ao tentar evitar as frases feitas, e os conceitos banalizados e limitadores. Fala-se muito em amizade, desvirtuando-se na maior parte dos casos a força e o significado desse elo de união entre os Seres. Amizade é uma tarefa que se desenrola em todos os aspectos da nossa vida e que como tudo o que é válido e perdura requer trabalho e entrega.



Amizade é uma forma de Amor, provavelmente a mais pura forma de amar. É uma ponte entre duas pessoas que, independentemente daquilo que passe sobre ou sob a ponte não se desgasta, não se altera, não se danifica.
Faço uso das palavras duma amiga que diz: “em todo tipo de relacionamento que se gera entre as pessoas, existe uma dependência, um interesse implícito que promove o relacionamento”. Sim! Na maior parte dos casos esse interesse existe, seja a dependência económica, a solidão, carência afectiva ou outros. Inclusive nos relacionamentos familiares a dependência é moeda de troca dentro do plano afectivo.
No entanto, naquele sentimento de amizade que temos a graça de partilhar com alguns Seres, porque genuinamente vivida apenas damos e recebemos uma corrente energética maravilhosa, que passa pelas coisas mais simples, como a comunicação telepática na hora certa, até ao ombrear lado a lado em trabalhos, projectos ou momentos difíceis, sem interesses subjectivos, sem outra intenção que a de sentir a sensação plena da Unicidade, de que a sensação da outra pessoa, é nossa antes de ser dela, e como tal, cabe a cada um suprir-se a si próprio de auto-estima, de ternura, de harmonia, de alegria, de serenidade, de carinho para distribuir, doar, e a sinergia assim construída seja um múltiplo olhar em frente, criativo, fraterno, em prol daqueles onde nos é dado com_viver.
E a forma mais simples e fácil de fazer tudo isto é através da mais bela forma de Amar, que é conhecida pelo nome de AMIZADE.
A todos em quem a descrença se instalou, tenhamos sempre presente que:

Uma má colheita não define um campo de cultivo. Sejamos sempre confiantes na dádiva que é a Amizade

A.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Epifania do Perdão




Epifania do Perdão

Ao longo do percurso de uma vida devemos estar atentos às Epifanias que a vão salpicando de significado, e novos horizontes.

Epifania significa manifestação consciente e hoje partilho convosco a Epifania sobre o Perdão em contextos interpessoais abordado por uma nova perspectiva.

O conceito de “perdão” deve ser englobado, absorvido, aglutinado, conjugado, consagrado, num outro, que é a gratidão, e esta, é código de ascensão

Toda e qualquer acção que implique a "prática" de perdão, é a expressão de quem a emite, feita de um imenso leque de formatos de ser, habituais ou pontuais.

Como sabemos tudo é aprendizado em qualquer das suas formas, no harmónico, e no desarmónico. No movimento contínuo das dinâmicas relacionais, a carga resultante duma acção desarmónica tem efeito suplementar no proveito da aprendizagem, daí a postura que lhe é devida, por uma sentida gratidão.

É profunda, e nem sempre perceptível, a compreensão de que existem estágios conscienciais diferenciados, quando esta exite, nos conteúdos com que somos contemplados, estão os melhores pontos de referência para o que almejamos, por via do mais profundo empenho no desenvolvimento da consciência, na lucidez comportamental, nas sementes que vamos deixando pelo caminho, cujo adubo é feito de sentida gratidão pelos sulcos que os outros deixam na terra fértil que queremos ser.

Sejamos Gratidão

A.